segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Stone Age Júnior – Análise por Micael Sousa

No mundo dos jogos de tabuleiro há uma clara tendência em adaptar jogos populares de adultos para versões mais simplificadas, que mantenham a essência do jogo, mas permitindo ser jogadas por públicos mais jovens. São criações adequadas para que crianças pequenas possam jogar jogos já de gama superior, fruto de design mais bem conseguido. Um desses casos é o Stone Age Júnior. O Stone Age é um jogo bastante popular, adequado para quem se queira introduzir nos jogos de tabuleiro contemporâneos, deixando de lado coisas muito conhecidas mas altamente alectórias e pouco estratégicas como monopólios e afins.
 

 
Comprei este jogo para a minha filha de 4 anos. Funcionou. Ela é capaz de perceber o funcionamento do jogo. Obviamente que não joga de forma competitiva e o pensamento estratégico ainda não é claramente percebido, mas percebe o que tem de fazer para ganhar, conseguindo gerir os recursos necessários para atingir os objetivos do jogo.

Em Stone Age Júnior competimos para construir o mais rapidamente possível 3 cabanas. No fundo é um jogo de corrida com alguma gestão de recursos e que requer também capacidade de memória. Joga-se por turnos, alternadamente. Na sua vez, cada jogador revela uma peça oculta que corresponde a uma ação. As ações podem ser coisas tão simples como obter um determinado recurso diretamente, movendo o seu meeple para a respetiva casa no tabuleiro, ou andar algumas casas no número predeterminado pela peça, pois o tabuleiro está organizado num percurso circular em que cada casa corresponde às ações das peças que a cada turno temos de virar. Existe um mercado em que podemos trocar um recurso. Existe o joker, que neste caso é representado por um cão, em que tem a originalidade de poder ser “roubado aos adversários”. Por fim existe a ação de construir a cabana, que se materializa por escolher entre três pilhas de peças de cabana cujo custo de construção difere em cada uma. É aqui que entra a gestão de recursos, pois temos de planear que tipo de recursos vamos recolhendo para construir as cabanas de forma mais rápida que os adversários. Assim que alguém ativa a ação de construção da cabana todas as peças de ação são viradas ao contrário e assim ocultadas novamente, mas sem se alterar a sua localização em volta do tabuleiro. Assim Stone Age Júnior transforma-se também numa versão alternativa do “Jogo da Memória”.

Os componentes são fantásticos, o grafismo delicioso e colorido sem ser confuso. Os recursos são formados por peças grandes de madeira, coloridas, irresistíveis ao toque para cativar as crianças. As cabanas que construímos inserem-se num encaixe próprio na nossa aldeia, simulando a volumetria da construção.

Stone Age Júnior é um pequeno grande jogo. Curiosamente parece ter ainda menos aleatoriedade que o jogo original em que se inspirou. Só é aleatório se tivermos má memória. Está depurado ao máximo. Consegue ser jogado por crianças muito pequenas, mas pode igualmente ser jogado de forma competitiva por adultos, pois pode admite planeamento estratégico e táticas de condicionamento do jogo alheio.  É muito rápido, uns meros 15 minutos chegam!
 
 
Jogo: Stone Age Júnior
Ano: 2016
Avaliador: Micael Sousa
Tipo: Corrida
Tema: História
Preparação: 5 minuto
Duração: 15 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 4
Nº Ideal de jogadores: 3
Dimensão: Médio
Preço médio: 35€
Idade: 5+

Qualidade dos Componentes: 10
Dimensão dos Componentes: 10
Instruções/Regras: 9
Aleatoriedade: 9
Replicabilidade: 6
Pertinência do Tema: 8
Coerência do Tema: 8
Ordem: 8
Mecânicas: 8
Grafismo/Iconografia: 10
Interesse/Diversão: 7
Interação: 7
Tempo de Espera: 9
Opções/turno: 6
Área de jogo: 9
Dependência de Texto: 10
Curva de Aprendizagem: 9

Pontuação: 8,41

 
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